segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Futebol de várzea: remuneração

Felipe Paz e Gabriel Freitas

A várzea na região metropolitana de BH não passa nem perto dos altos salários e investimentos feitos nos grandes campeonatos. Porém, o prazer de jogar faz com que esses jogadores amadores deixem as regalias de lado, e jogam por amor e vontade de vencer. Conversamos com o lateral Guilherme, do Pastoril, time de Contagem que disputa torneios importantes. Ele relatou que esses atletas ganham uma ajuda de custo, que seria o transporte para os jogos e treinos, lanches e cestas básicas. O jovem ainda explicou como ocorre quando há um grande torneio, como a Copa Itatiaia e o Torneio Corujão.

“Durante esses torneios, apenas os melhores jogadores ganham um salário, que gira em torno de 350 a 400 reais. Eles pagam esses jogadores para que não possam mudar de clube por um interesse financeiro”, disse Guilherme.

Após o término do campeonato, se o time conquista um título, há também, como no futebol profissional, uma premiação, bem mais modesta, que normalmente é de 200 reais por atleta.

Atualmente, os jogadores de várzea possuem outro emprego. No Pastoril, todos os 24 jogadores fazem outra atividade extracampo. Atividades de garçom e vendedor são predominantes entre os atletas.

Esses jogadores que atuam em situação precária também têm objetivos a alcançar, sonham em um dia chegar ao futebol profissional e criar independência financeira. Histórias como a de Leandro Damião, atacante do Internacional e da Seleção Brasileira, e Danilo Rios, atacante que do Marítimo de Portugal, fazem com que esses guris da várzea lutem para conquistar um lugar ao sol.

Pastoril, time amador de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foto: Divulgação/Futebol Amador

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